Coluna do Frank | Passado, presente e futuro

A coluna essa semana está dividida entre três períodos.

, por Francisco Carbone

Coluna do Frank | Passado, presente e futuro

A coluna essa semana está dividida entre três períodos.

, por Francisco Carbone

Olá, pessoal!

A coluna essa semana está dividida entre três períodos como o título já diz, mas o presente especificamente vai ficar restrito aos dois festivais que irei comentar, e que acontecerão nas próximas semanas. O primeiro deles é o Festival de Gramado, tradicionalíssimo encontro que se realiza na serra gaúcha há anos. O festival está na sua 45ª edição e esse ano terá entre seus homenageados o diretor Otto Guerra e a estrela Dira Paes.

A competição está muito promissora e é toda inédita no país. São eles:

  • A Fera na Selva (RJ), de Paulo Betti, Eliane Giardini e Lauro Escorel
  • As Duas Irenes (SP), de Fábio Meira
  • Bio (RS), de Carlos Gerbase
  • Como Nossos Pais (SP), de Laís Bodanzky
  • O Matador (PE), de Marcelo Galvão
  • Vergel (RJ), de Kris Niklison
  • Pela Janela (Brasil/Argentina), de Caroline Leone

O Festival de Gramado acontece entre os dias 18 e 26 de agosto e ainda contará com a abertura fora de competição de ‘João’, a biografia estrelada por Alexandre Nero e dirigida por Mauro Lima, que estreia semana que vem nos cinemas. Os vencedores dos Kikitos estarão comentados por aqui na coluna na semana seguinte à premiação.

Também foram revelados os filmes da competição do Festival de Brasília desse ano, uma seleção poderosa que trará nove filmes de nove estados diferentes a partir de 15 de setembro próximo no Distrito Federal.

 

A competição desse ano de Brasília é formada por:

  • ARÁBIA, de Affonso Uchoa e João Dumans, MG
  • CAFÉ COM CANELA, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, BA
  • CONSTRUINDO PONTES, de Heloisa Passos, PR
  • ERA UMA VEZ BRASÍLIA, de Adirley Queirós, DF
  • MÚSICA PARA QUANDO AS LUZES SE APAGAM, de Ismael Cannepele, RS
  • O NÓ DO DIABO, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé, Jhesus Tribuzi , PB
  • PENDULAR, de Julia Murat, RJ
  • POR TRÁS DA LINHA DE ESCUDOS, de Marcelo Pedroso, PE
  • VAZANTE, de Daniela Thomas, SP

Os Candangos serão entregues dia 24 do mês que vem, e também eles serão comentados aqui na coluna.

Então que tal agora sairmos do presente para o passado? A principal estreia da semana é o prêmio de direção conquistado agora em Cannes por Sofia Coppola por ‘O Estranho que Nós Amamos’, seu suspense de época passado durante a Guerra Civil americana num internato feminino. Lá, Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning e outras meninas recebem em seus aposentos o soldado ferido vivido por Colin Farrell. Aos poucos a relação de encanto e simpatia entre eles dá lugar a uma atmosfera de sedução, desconfiança e medo, nessa nova adaptação de um livro que já tinha trazido Clint Eastwood e Geraldine Page nos papéis centrais em 71. O filme de hoje claramente tem ecos políticos e uma espécie de paranoia constante na qual a sociedade americana mergulhou depois das últimas eleições e que o filme metaforiza muito bem, em outro belo trabalho de Sofia Coppola.

O passado também é o palco de ‘O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki’, vencedor da Mostra Un Certain Regard que ocorre dentro do Festival de Cannes, só que do ano passado. O filme é a estreia de Juho Kuosmanem e já chegou arrasando nessa história real da vida de um campeão de boxe finlandês dos anos 60. Só que o filme mostra uma visão romântica do tempo e da relação amorosa entre o protagonista Olli Mäki e Raija, que ele conhece durante um casamento provocando um encantamento entre ambos. O filme foi o candidato da Finlândia ao Oscar desse ano, e é uma história delicada e poética de um tempo de delicadeza mesmo num esporte tão violento. Um grande programa pra quem curte uma bela fotografia em preto e branco e uma atmosfera romantizada como há muito não é feita.

Do passado pulamos para o futuro a bordo de ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’, adaptação de uma clássica HQ francesa dirigida por um dos maiores nomes do blockbuster no país, Luc Besson. O filme teve um dos maiores orçamentos da história do cinema francês (cerca de 215 milhões de dólares) e está sofrendo para reaver toda essa grana. Protagonizando o longa temos Dane DeHaan, Cara Delavigne e ninguém mais ninguém menos que Rihanna. A trama é meio confusa e está deixando muita gente com pulgas atrás da orelha, mas poderia ser definida assim: Valerian é um agente viajante do tempo e do espaço que luta ao lado da parceira Laureline, por quem é apaixonado, em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergaláticos. Repleto de efeitos especiais inacreditáveis, tecnicamente o filme é impressionante, mas talvez a grana gasta na produção não tenha sido completamente aproveitada por roteiristas. Ainda assim, o filme tem expectativa e deve levar um bocado de gente aos cinemas esse fim de semana.

Essa foi a coluna dessa semana e eu prometo uma coisa pra vocês: semana que vem será arrepiante. Querem saber mais? Não percam a próxima coluna. Até lá!